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  10.06.2016  
  Operação Mercenários  
     
 

Vigias detidos na operação mercenários continuam presos e não exerciam atividade de vigilantes regulamentada pela Polícia Federal.



Polícia Civil reconhece erro ao declarar que “vigilantes” participaram dos assassinatos.



Dos 17 presos na operação Mercenários, seis membros da organização criminosa foram apontados exercendo atividade profissional paralela de vigilantes, no entanto, com o decorrer das investigações da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa), estes seis integrantes da organização criminosa, suspeitos de envolvimento em diversos crimes de homicídio na região metropolitana, na realidade eram vigias, sem vínculo empregatício, e sem as prerrogativas legais do exercício da profissão de vigilante, regulamentada pela Polícia Federal.



Para o Sindesp-MT (Sindicato das Empresas de Segurança, Vigilância e Transporte de Valores de Mato Grosso) o esclarecimento e a diferenciação das atividades de “vigia e vigilante” trazem impactos para o setor, que representa mais de 10 mil vigilantes no estado exercendo funções que exigem total idoneidade. Para o presidente do Sindesp-MT, ngelo Roberto Jacomini, a operação Mercenários, que envolveu mais de 180 policiais desarticulando crimes contra a vida foi aplaudida pelo setor que preza pela segurança de empresas e a sociedade em geral, no entanto, colocou em alerta as empresas que trabalham com segurança armada e regulamentada.



“A elucidação das investigações da Polícia Judiciária Civil, da qual aponta o não envolvimento de vigilantes na quadrilha especializada em homicídios e crimes de homicídio sob encomenda trás alívio e resgata a seriedade e idoneidade do quadro de vigilantes em Mato Grosso. Empresários do setor ficaram em alerta com a possibilidade de vigilantes atuarem em meio ao crime organizado. Cogitando até em cancelamento de contratos, temendo que estariam contratando bandidos”, explica Jacomini.



Através de nota a equipe de investigação da DHPP esclareceu que a atividade “vigia” não foi objeto de investigação da operação Mercenários, por isso no inquérito não há diferenciação entre as atividades de vigia e vigilantes. Ainda de acordo com a investigação durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão os seis vigias presos estavam em posse de armas frias, e demais materiais que revelam a forte atuação deles em meio a organização criminosa.



Edervaldo Freire, um dos vigias presos, tentou foragir durante o cumprimento do mandado e ainda efetuou disparos contra os policiais, com Jeferson Fátimo da Silva a polícia encontrou balas clavas e inúmeras placas de veículos, já com Claudiomar Garcia de Carvalho a polícia encontrou o maior números de armas frias, sendo 4 e com os vigias José Francisco Pereira, Francisnilson Deivson do Carmo Tavares e Deivison Soares do Amarante foram encontrados com cada um deles uma arma fria.



Para o Sindesp é importante o esclarecimento da atividade profissional dos seis vigias envolvidos nos crimes de homicídio, a preocupação do setor se deve ao fato de que os vigilantes são profissionais altamente treinados em suas diversas formas de atuação, exercem atividades na segurança relativas à vigilância patrimonial das instituições financeiras e de outros estabelecimentos, públicos ou privados, bem como a segurança de pessoas físicas; realizam também o transporte de valores ou garantir o transporte de qualquer outro tipo de carga.



Para o exercício da profissão, o vigilante deve preencher requisitos; como idade mínima de vinte e um anos, ter sido aprovado, em curso de formação de vigilante, realizado em estabelecimento com funcionamento autorizado nos termos da lei; ter sido aprovado em exame de saúde física, mental e psicotécnico; não ter antecedentes criminais registrados.



“Os vigilantes são profissionais altamente treinados, sendo a categoria regida pela Lei 7.102/1983. São consideradas como segurança privada as atividades desenvolvidas em prestação de serviços diversamente, o vigia, que normalmente realiza atividades de fiscalização dos locais, não é regido pela referida Lei 7.102/1983, não se exigindo, assim, os requisitos nela determinados, acima indicados”, explica Jacomini.



A operação Mercenários desarticulou uma organização criminosa, suspeita de envolvimento em vários crimes de homicídio por encomenda na capital e na cidade vizinha, Várzea Grande. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Justiça de Várzea Grande.



A operação prendeu 17, além do cumprimento de vários mandados de busca e apreensão. Entre os presos estão seis policiais militares, seis vigias, dois informantes, dois homens identificados como mandantes e um apontado como intermediário entre o grupo e os contratantes.


 
 
 
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